short fic.

Já fazia uns muitos anos que eu amava Danny, uns dos meus melhores amigos, soque nunca tive coragem de falar isso à ele, isso estava me destruindo mais do que qualquer outra coisa. Se soubesse o tanto de coisas que tive que ver e fingir que estava tudo bem acho que me daria uma chance. Tive que aguentar namoradas ciumentas pois ele sempre me tratou melhor do que elas como amo isso, ficantes de uma noite, e agora o pior: ver ele sofrendo por uma menina misteriosa que eu nem sabia quem era. Nesse exato momento estávamos sentados na varanda da minha casa conversando sobre a tal, tinha que segurar minhas lágrimas ao ouvir a tristeza em sua voz.
- Mas Juju eu simplesmente não sei o que fazer. Queria ter a coragem de chegar nela dar aquele abraço e falar que é ela com quem eu quero passar o resto de minha vida.- ouvir essas coisas me deixavam em pedaços, mas eu tinha que ajuda-lo, tinha que dar meus conselhos como sempre. Porque sempre que ele queria uma menina ele vinha pedir ajuda justo pra mim? não para a Izzy ou a Gabi, sei lá qualquer uma...menos eu. Esse era o lado ruim de ser sua melhor amiga, ele sempre me veria assim... como uma amiga, irmã ou qualquer coisa assim, e eu não poderia fazer nada para mudar isso. 
- Olha Dan, acho que você tem que criar coragem de falar isso tudo para ela. Sei lá chega com uma tulipa na mão, garotas amam tulipas. -Acho que era uma das unicas pessoas que odiava tulipas, acho que era pelo fato de minha mãe amar e sempre colocar uma no meu quarto enjoei. Mas isso não vem ao caso, o caso é: Dar conselhos que nunca serão usados comigo era a pior coisa, mas não aguentava mas o ver sofrer. Uma hora ou outra eu teria que aprender a gostar de um outro alguém, mas ai que estava o erro, gostar.
- Você odeia tulipas! - Ele falou rindo, adorava o seu sorriso e o modo como me conhecia tão bem.
- Ah, mas eu sou a unica!- falei dando um soquinho em seu ombro.
- Tem razão, você é unica. my precious. - Ele me abraçou como eu amava ouvir ele me chamar de 'my precious' o mundo poderia acabar agora que eu morreria feliz em seus braços.
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Será que Ju nunca perceberia que era a ela quem eu amava? poxa eu sempre fiz tudo o que ela me disse para fazer para conquistar a minha tal garota misteriosa. O pior era saber que se Tom chegasse agora ela iria direto para os braços dele correndo, isso me irritava tanto. Tom era meu melhor amigo, sabia tudo de minha vida, inclusive que eu a amava, e mesmo assim não media esforços para se esfregar nela em minha frente. Quantas e quantas vezes já brigamos por causa disso. Sem contar nas vezes que perdi o controle com Júlia também. Se ela soubesse o tanto de coisa que já tive que superar por causa dela acho que me daria uma chance. coisas como: seus namorados idiotas, seus ficantes de uma noite, e a pior das piores: saber que sempre que ficava bebada em alguma festa terminava em algum canto escuro aos chupões com Dougie, que também era uns dos meus melhores amigos, mas não sabia que eu amava Jú.
- Danny? - A voz calma e serena de Júlia interrompeu meu turbilhão de pensamentos. Amava como meu nome soava bem em sua voz. Estávamos sentados na varanda de sua casa, estava um dia frio com um vendo gelado, Jú estava com o meu casaco que era 2x maior que ela, e ela ficava tão apertavel com aquele casaco, eu poderia coloca-la dentro de um potinho em minha estante e tê-la só para mim e não dividir com ninguém, muito menos com Dougie e Tom. Harry era o unico que respeitava Jú. Também só porque namorava uma de suas melhores amigas, porque antes...
- Hun? - Respondi.
- Será que alguém por ai está pensando em mim? - Pobrezinha, mal sabia ela que nunca saia de meus pensamentos, todo dia, toda hora, e infelizmente todo segundo.
- Claro que sim! Eu estou pensando em você agora mesmo. - Só falei a verdade, mas com certeza outro alguém também estava. Ela era o tipo de garota que qualquer menino queria: engraçada, pouco ciumenta, sincera e sempre falando besteira. Mas odiava o modo como lidava com seus sentimentos, sempre tão fria e controlada, era raro momentos como esses.
- Não Danny, sério, pensar eu digo como você pensa na sua garota mistoriosa... sei que sou meio assim com os meus sentimentos, mas na verdade eu amo uma pessoa, soque tenho medo ser quebrada em pedaçinhos, ai resolvi ser assim. - Essa foi a pior coisa que eu podia ouvir dela, como assim ela amava alguém? pensei que eu fosse seu melhor amigo, que sempre contaria tudo para mim, inclusive isso para eu dar um jeito desse cara misteriosamente sumir do mundo. Ela não podia mar alguém, ela tinha que ME amar. fiquei sem palavras, estava com vontade de morrer. Bem feito, ninguém mandou eu ser tão molenga e não dizer para ela de uma vez que era ela quem eu amava. - Danny? Qual é, você ta com ciumes? - Claro que eu tava com ciumes!
- Claro que s...- ela sorriu e então percebi a merda que ia dizer e logo mudei.- não, não... claro que não! - menti. - digo, só fiquei surpreso com isso, você nunca me contou nada sobre isso.
- Ah... - Era impressão minha ou ela estava decepcionada com a minha resposta? sim era impressão minha, ela não ficaria triste por causa disso.
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Ai meu coração, como dói. Por um momento pensei que iria ouvir sim, mas nada disso... apenas um sonho. Quando eu iria criar coragem o suficiente para dizer que eu amava ele? primeiro passo já estava feito, falar que amava alguém, segundo era só dizer ' oi, eu te amo.'
- Mas, então... claro que essa pessoa que você gosta está pensando em você! você é linda, legal, engraçada e desencanada com tudo. Você é a minha precious.- Pena que não preciosa o bastante para você me amar.
- Que eu gosto não, que eu amo, Danny, amo.- Precisava de Tom ou de Harry para desabafar, Dougie não, amava conversar com ele, não é atoa que era um dos meus melhores amigos, mas me sentia desconfortavel falando para ele que amava Danny, talvez pelo fato de sempre ficar ele. Já Harry e Tom me sentia livre para falar, eles deveriam se irritar um pouco com isso pois sempre estava alugando eles. Mas por um lado Harry tinha que me agradecer, sempre o livrava dos sermões de Izzy, que não era facil.
DIAS DEPOIS
Hoje eu teria uma festa de Familia, Harry iria comigo. Estava com um pressentimento horrivel, qualquer coisa que acontecesse de ruim queria estar bem longe de Danny.
-Hazz?- Falei antes de entrar em seu carro.
-Sim... Nossa você está linda!- Ele falou sincero, eu amava Harry, ele era sempre tão carinhoso com todos, sempre tratando bem minha amiga. Aiai.
-Obrigada lindão! nem preciso dizer que você também, porque né...-Rimos, Hazz sempre foi impecável com a beleza, acho que era o homem mais bonito que já havia visto. - Se acontecer alguma coisa comigo hoje, fala pro Danny que eu sempre amei ele, que ele era o unico homem com quem eu me via casando e tendo filhos, acho que ele merece saber...
-Julia Marques, nunca repita isso, nada vai acontecer com você! - Harry me interrompeu.
-Não, sério. To com uma mal pressentimento... E diga a Tommy que ele é o melhor amigo do mundo inteiro. E a Dougie você fala que ele foi o unico capaz de fazer sentir livre, e me alegrar com as coisas mais idiotas... e você, você é meu irmão, meu amigo meu tudo, sempre ao meu lado para escutar tudo, e cuide bem de Izzy por mim.- Os olhos de Hazz estavam cheios de agua iguais aos meus, abracei ele e ele me disse.
-NADA vai acontecer com você, eu não vou deixar.
-Promete que vai falar isso? Principalmente para Danny, guardei esse amor durante anos e mais anos, sempre sofrendo por ver ele com outras meninas...
-Não precisa me explicar algo que te faz sofrer. Nada de ruim vai acontecer, e eu não vou precisar falar nada para ele.
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''Que eu amo, Danny, amo.'' Já fazia dias desde que ela havia me dito isso, mas essa frase teimava em martelar na minha cabeça, quem seria o fdp que >minha< menina estaria supostamente amando, digo supostamente porque no fundo tenho fé que note que eu sou o cara certo para ela, o cara que a completaria. Estava indo para casa de James, lá iria ter um festa do clube do bolinha, só os meninos. como nos velhos tempos. o ruim era que Jú sempre iria nessas festas, a unica menina da turma, então sempre era o alvo de piadinhas desagradaveis que a fazia ficar constrangida e me dava vontade de socar que as fazia em geral Dougie ou Jared.  Mas hoje não teriamos esse problema, Ju estaria numa reunião de familia com Harry, juro que se não soubesse o tanto que ele amava Izzy e o tanto que Ju era chata com esse negocio de 'nunca fico com namorado ou ficante de amiga minha' iria rasgar Hazz ao meio. Não entendo porque ela não havia me chamado para ir com ela, era o momento perfeito para falar para ela tudo o que eu sentia. 
Cheguei a casa de James e todos já estavam bebados jogando video game e comendo porcarias.
-Olha só quem resolveu aparecer.- Dougie falou sem tirar os olhos da tv, onde estavam jogando algum jogo de corrida, sempre assim Doug odiava qualquer coisa que envolvia futebol e tinhamos que fazer sua vontade por ser o mais novo da turma.
-E ai bixinhass, alguma novidade?- Falei sentando ao lado de Tom com sempre, acho que se as pessoas não nos conhecessem provavelmente pensariam que somos gays. Com Tom eu podia ser tudo e mais um pouco, era o amigo de verdade que todos queriam ter, sempre preocupado e carinho. ok isso ta ficando bem gay.
-Não Danny meu querido, tudo na mesma como pode ver. Menos Harry, que agora esta com Jú, provavelmente colocando um chifre bem grande na cabeça de Izzy.- James falou de um modo despresivel que me deu vontade de socar ele até a morte, Tom me olhou como se eu pudesse ouvir a voz dele dizer ''Calma Danny você sabe que isso não é verdade''
-Isso não é verdade James, conheço Jú e Harry melhor que vocês, e sei que eles nunca fariam isso com Izzy. Ju por ser sua melhor amiga e Harry por ser totalmente apaixonado por ela.- Falei um obrigado baixinho para que só Tom pudesse me ouvir, e ele assentiu com a cabeça.
-Concordo com o Thomasnocu, Ju nunca faria isso.- Dougie fez a brincadeirinha que o Tom mais odiava e eu não pude contar o riso. Dougie conhecia bem Jú, conhecia o lado mais divertido que ela tinha para nos oferecer, tinha inveja dele por isso... e por outras coisas.
-Não me chama assim Dougay, eu odeio e voce sabe!- Tom falou fazendo a carinha mais fofa do mundo inteiro, desculpa não controlo meus hormônios masculinos.
-Awn coisinha fofa!- Falei abraçando ele, e pude ter certeza que ele estava rolando os olhos como sempre fazia. A noite passou sem nenhum maiores acontecimentos, eu e Tom fazendo brincadeirinhas com os outros meninos, Dougie sendo Dougie e James fazendo danças de Michael Jackson como sempre. Nem tocamos mais no assunto Júlia, mas Tom percebeu o tanto que sentia falta dela, quando fui lá para fora pegar um pouco de ar ele veio atrás de mim.
-Saudades da Jú, né? - Ele disse colocando um dos braços em meu ombro.
-Muitas... Porque ela não podia simplesmente me amar como eu a amo,Tommy?
-E se ela te amar? você só vai descobrir se falar com ela.
-Tenho certeza que não, Semana passada ela me disse que ama um outro alguém.
-E se for você Dan? Fale com ela!- Quem sabe um dia eu fale.
Voltei para casa com uma sensação de vazio, tudo que eu queria era um abraço dela agora, ouvir sua voz, poder chamar ela de my precious e ver seu sorriso mais sincero. Mas era um vazio tão grande que me senti pessimo e começei a chorar feito um bebê quando cheguei em casa, fui direto para o quarto, dormi com o rosto e o travesseiro cheio de agua, dormi da pior maneira possivel.
-Dan, acorda.-Acordei e dei de cara com o rosto de Tom, ele estavavermelho e chorando, sua voz era trêmula assim como sua mão.
- O que aconteceu Tommy? -Perguntei e não obtive resposta. - Vamos Tom, o que aconteceu!? - Falei gritando.
-A Ju... A Ju...-Um frio correu pela minha espinha, e a solidão voltou a pairar sobre mim.
-O que aconteceu com ela, com a minha Ju?- Falei segurando forte os braços de Tom com as duas mãos.
-Ela morreu Danny, num acidente de carro. O motorista estava bebado, e ela foi atravessar a rua e... - Tom não conseguia continuar, e eu simplesmente desliguei. Isso não era possivel, era algum tipo de brincadeira sem graça que Tom sempre fazia, NÃO PODIA SER VERDADE!
-Cade ela? eu quero ver ela!-Gritei e sai correndo para o meio da rua, e Tom veio logo atrás de mim.
-Eu estou indo para o hospital, Dougie e James já estão lá, e Hazz tbm esta, mas ele esta internado pois o carro tbm bateu nele...
-Anda Tom me leva pra lá agora!- Eu não estava acreditando, era impossivel... isso nunca iria acontecer, eu era mais velho que ela, eu tinha que morrer antes dela, eu não podia sentir sua falta, eu a amava, seria muito mais dificil para mim superar sua perda do que ela superar a minha, chegando no hospital sai correndo para falar com Hazz.
-Danny?- Ele falou sem abrir os olhos, como ele sabia que era eu?
-Sou eu Hazz, me diz que tudo isso é um brincadeira sem graça. por favor!
-Sinto muito amigo... antes de irmos para a festa familiar Jú me disse que estava com um sentimento ruim, eu achei que fosse coisa da cabeça dela...-Eu o escutava com toda atenção do mundo.- mas não era. Ela me pediu para te dizer uma coisa
- Que coisa? Fala harry!- Falei um pouco exaltado, não era para menos.
-Ela mandou te dizer que te amava, foi você quem ela sempre amou, e que você era o unico homem que ela se via casando e tendo filhos. -Depois de ouvir isso não sei como segui a vida, fui vivendo cada dia como se fosse o ultimo igual Jú tinha me ensinado, eu tinha perdido a mulher da minha vida por medo de dizer que a amava, tantos anos guardando esse amor que me corroia por dentro, agora era como se meu coração tivesse morrido junto com ela, a unica coisa que me dava esperanças de seguir em frente era minha filha que tive junto com Bianca minha mulher, mas eu nunca havia dito para ela que eu a amava, pois estaria mentindo, amor a gente só tem um para a vida inteira, e o meu se foi muito cedo. Hoje eu tenho 38anos, perdi a Jú quando tinha 18. Mesmo depois de 20anos de sua partida continuo amando-a cada dia mais, Minha filinha de 5anos se chama Júlia em sua homenagem, Tom, Harry e Dougie continuam meus melhores amigos, James sumiu no mundo. Harry é casado com Izzy e a faz muito feliz, Tom é casado com Giovanna e tbm a faz muito feliz, Dougie continua solteiro. Tom e eu somos vizinhos de casa, nos viamos todos os dias, Tom era o unico que sabia como eu me sentia vazio, e o unico que me entendia. Podia adorar viver, mas amor era uma palavra que nunca mais seria usada para nada, a não ser quando se tratava de Júlia. Meus amores eterno.
fim

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